Cartão Alimentação ou Cartão Social?
Não adiantou o apelo da população ou as manifestações de algumas pessoas portando cartazes durante a sessão de ontem (20) na Câmara de Vereadores de Brusque. Em segunda votação e discussão, a proposta de criação do Cartão Alimentação foi rejeitada. O item faz parte do projeto de lei 37/2009, de origem da prefeitura, e que trata do apoio às pessoas em dificuldade financeira.
O artigo que criaria o Cartão, bem como todo o projeto, havia sido discutido na semana passada, quando recebeu voto contrário de cinco dos dez vereadores, totalizando maioria, já que o presidente Vilmar Bunn (PDT) vota só em caso de empate.
A oposição manteve os argumentos de que o Cartão funcionaria como “moeda de troca” por parte das famílias que fossem beneficiadas. Com isso, fica mantida a distribuição de sacolões. Os vereadores fizeram um acordo antes da sessão para discutir apenas o artigo 1º do projeto, justamente o que tratava da criação do Cartão.
O vereador Valmir Ludvig (PT) surpreendeu a todos quando apresentou, na tribuna, o ”Cartão Social”, proposta da coligação DEM/PDT na campanha à prefeitura de Brusque no ano passado, que estaria “ modernizando e agilizando a distribuição de benefícios para as população carente”.
Dejair Machado (DEM) argumentou: “Então (....) me diga onde é que está escrito ‘alimentação’. É um cartão social de benefícios (...)”. Ludvig quis saber, então, quais seriam os benefícios propostos. Dejair respondeu: “Não ... sim ... o único benefício é a alimentação, então?”.
Ainda durante a sessão, um grande número de pessoas assistiu a tudo. Em certos momentos, palmas ecoavam quando vereadores ligados ao governo utilizavam a tribuna. Cartazes pedindo a aprovação do Cartão foram levantados durante todo o tempo. O vereador Dejair Machado (DEM) foi novamente alvo de muitas criticas e vaias por parte dos presentes.
O projeto recebeu várias emendas e segue agora para análise do prefeito Paulo Eccel. Ele, no entanto, já adiantou que vai vetar o projeto de forma integral. Caso isso ocorra, a proposta volta à Câmara. Nesse caso, os vereadores podem derrubar o veto do prefeito, mantendo as alterações, ou retomar toda a discussão novamente.



